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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Lideranças de Terreiros se reunem em São Luís/MA para debater e propor políticas públicas para a Cultura.




A primeira Oficina Nacional de Elaboração de Políticas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiro acontece entre os dias 27 e 30 de novembro de 2011 em São Luís do Maranhão. O evento é fruto da articulação dos delegados de Comunidades de Terreiros presentes na II Conferência Nacional de Cultura.

O formato em que vai ocorrer é idealizado pelo Ministério da Cultura e tem o objetivo de subsidiar a construção de políticas culturais específicas para o segmento, com vistas à proteção, promoção e consolidação de suas tradições, o reconhecimento dos seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.
Vejam as fotos dos delegados prsesentes na II CNC, Brasília, março de 2010.



Mametu Nangetu participa da Comissão de Lideranças de Terreiros que colabora com a construção desta oficina, e ela parabeniza toda a equipe do MinC e da SEPPIR que trabalha para a realização da oficina, e avalia que mesmo com todos os problemas enfrentados para a realização do evento o resultado da seleção dos participantes atendeu a perspectiva de participação de lideranças de todas as regiões brasilerias.
A qualificação da representação das comunidades de terreiros afro-amazônicos é outro ponto que Mametu considera positivo, para ela "os estados da Amazônia brasileria serão representados por lideranças que demontraram consistência no desenvolvimento das culturas de terreiros, e que promovem participam ativamente dos fóruns, seminários e conferências que discutem políticas públicas para o nosso povo". . Por esse motivo ela se delclara com esperanças de que esta oficina também considere o "Custo Amazônico".

O Mansu Nangetu será representado nesse evento por Táta Kinamboji, artista e ativista cultural que dispensa apresentações aos paraenses, e que tem intensa atividade de defesa de políticas de promoção da igualdade racial e atuação no Conselho Municipal de Negras e Negros (Belém), no Conselho Estadual de Cultura, e participa da organização do Fórum Permanentes das Culturas do Pará, do Fórum Paraense de Umbandistas e Afro-religiosos, e faz parte das delegações paraenses de Igualdade Racial e de Cultura quando das conferências nacionais. Kinamboji também se destaca pela mídia cultural em favor do Movimento Negro e das Comunidades de Terreiros, apoiando através do Projeto Azuelar as mais diversas atividades das organizações sociais que trabalham com o recorte racial.


Táta Kinamboji com Iyá Aduni Benton na II CNC.

Confira a programação do evento:
    PROGRAMAÇÃO

27/11
08h00 Manhã - Chegada dos participantes
Recepção no aeroporto
Credenciamento
12h00 Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus).
14h30 Conferencia Livre da Juventude de Terreiros –
  • Ângela Guimarães – Secretaria Adjunta da Secretaria Nacional da Juventude e Coordenadora da Conferência Nacional da Juventude
  • Claudett Ribeiro – Secretaria de iguaIdade Racial do Maranhão
  • Márcia Rollemberg – Secretaria de Cidadania Cultural/MINC
  • Representante da Juventude de Terreiros
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande | São Luis, Maranhão
19h00 Jantar
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus).
20h00 Abertura da mostra de cinema nigeriano
  • Exibição do filme: EFUNSETA ANIWURA-(Nigéria/Benin, 1981, DVCAM, cor, 72’, legendas em português).
  • Debate com o diretor Tunde Kelani (Nigéria) e João Velho - Cineasta (Brasil – RJ)
Coordenação: Alexandro Reis- Fundação Cultural Palmares
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande - São Luis, Maranhão
22h00 Tambor de Crioula – Praça Nauro Machado

28/11
08h00 Cortejo Cultural do Povo de Terreiro
Local: Saída da Casa das Minas - Rua de São Pantaleão via Casa de Nagô, sentido Rua Grande desce no Beco da Pacotilha – Centro Histórico
12h30 Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus).
16h00 Plenária: Apresentação dos objetivos e metodologia da oficina: Márcia Rollemberg (Secretária de Cidadania Cultural); Vanda Machado e André Santana (Consultores)
Dinâmica de apresentação dos participantes
Local: Teatro João do Vale
18h00 Jantar
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus
20h00 Solenidade de abertura
Local: Teatro João do Vale - Endereço: Rua da Estrela, Largo do Comércio
22h00 Show: Bata Lebee-Nigéria e Artistas Maranhenses
Local: Praça Nauro Machado
29/11
08h00 Abertura
09h00 Diálogos e Reflexões para a elaboração de políticas públicas de cultura para povos tradicionais de terreiros
- Vanda Machado - BA
- Jô Brandão – coordenadora - Secretaria de Cidadania Cultural/Minc
Local: Teatro João do Vale - Endereço: Rua da Estrela, Largo do Comércio
10h00 Lanche
10h30 Formação dos GTs
GT- 1 – Eixo temático - Patrimônio cultural e direitos
Coordenadora: Desireé Tozi – DF
Relator: Selmo Norte-DF
Fala inspiradora: Pai Euclides Talabyan Menezes (Casa Fanti Ashanty – MA); Tata Anselmo - onzó nguzo za nkisi Dandalunda ye tempo (Terreiro Mocambo – BA)
Local: Auditório do IPHAN
Endereço: Rua do Giz, 235 – Centro São Luís-MA
GT-2 Eixo Temático – Fomento e Sustentabilidade
Coordenadora: Ione Nascimento - DF
Relatora: Alessandra Lima -DF
Fala inspiradora: Maria Neide Oyá D”Oxum – AL; Maria Lucia Santana Neves -Terreiro Filhos da Goméia-Bankoma-BA
Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho
Endereço: Rua do Giz, 205 – Praia Grande – São Luis
GT-3 - Eixo temático– Direitos Civis e Culturais
Coordenador: José Marmo da Silva - RJ
Relator: Danilo Serejo - GO
Fala inspiradora: Tata Raimundo Konmannagy – BA; Maristela dos Santos –AL
Local:Escola de Musica Lilah Lisboa - Rua da Estrela, nº 363 - Praia Grande
GT- 4 Eixo temático – Cultura e Comunicação
Coordenador: André Santana-BA
Relatora: Morena Salama -DF
Fala inspiradora: Joel Zito Araújo – RJ; Beth D”Oxum – PE
Local: Superintendência do Patrimônio Cultural
Rua da Estrela - Centro Histórico
GT-5 Eixo – Cultura, Patrimônio Natural e Meio Ambiente
Coordenador: Sandro José da Silva -RJ
Relatora: Isaurina Santos -MA
Fala inspiradora: Pai Mariano Frazão – MA; Mãe Beata de Yemanjá – RJ
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande
12h30 Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC
Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus)
14h30 Continuação dos GTs
16h00 Lanche nos grupos
18h00 Encontros e convivências
Espaço Cantigas e Batuques – Coordenação: Aderbal Ashogun - RJ
Participação - Kazadi wa Mukuna -Kent/USA/
Djalma Corrêa – RJ
Bata Lebee/Nigeria
- Aprendizado sobre a confecção de instrumentos
- Oficina de música africana, oralidade e percussão
Local: Praça Valdelino Cécio - Esquina da Rua do Giz com o Beco da Pacotilha Centro Histórico
Espaço Encontro de Saberes - Coordenação: Mãe Venina - MA; Mameto Nangetu - PA e Mãe Márcia D”Oxum - RJ
Participação: Babatunde Lawal - USA; Mãe Beata de Yemanjá - RJ; Olayanju Ayowumi Ayanwale - Casa da Nigéria – BA; Silvany Euclênio - SEPPIR
- Conhecimentos tradicionais e uso das ervas
- Troca de experiências e saberes com as lideranças dos terreiros, mestres e mestras
- Registros de histórias de vida
- Lançamento do livro: contos e crônicas do Mestre Tolomy Àfrica Viva no Brasil autor: Pai Paulo -SP
Local: Praça da Criança - Praça da Criança Esquina da Rua de Nazaré com a Rua da Estrela – Centro Histórico
Espaço Mercado - Coordenação: Mãe Maria Lúcia - BA; Pai Alexandre Silveira - DF e Makota Kzamdembo - MG
- Stands de vendas dos produtos e artesanatos dos terreiros
Local: Rua do Mercado da Praia Grande
Espaço Aromas, Sabores e Magia - Coordenação: Iyá Mukumbi - RS; Ekedi Nilce Maíra - RJ e Yayá do Acarajé - DF
- Culinária dos terreiros
- Degustação de comidas
- Troca de experiências
Local: Espaço Catarina Mina – Rua Portugal
Espaço brinquedos e brincadeiras – Coordenação: Alessandra Gama e Eliana Santos
- Espaço de brincadeiras das crianças
Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho - Rua do Giz, 205 – Praia Grande – São Luis
18h00 Exibição do Filme: MAAMI (Nigéria, 2011, DVCAM, cor, 92’, legendas em português) Diretor Tunde Kelani-Nigéria
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho
Rampa do Comércio, 200- Praia Grande
19h00 Jantar
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus
20h00 Apresentações artísticas
Local: Praça Nauro Machado
30/11
08h30 Ancestralidade africana: diálogos, memórias e revivências.
Awouanvoegdé Lucie (República do Benin),
Babalawo Kolapo Fatoogun (Nigéria)
Gbemisola Akinruli Comfort ( Nigéria)
Kazadi Wa Mukuna-Kent (USA)
Babatunde Lawal (USA)
Olayanju Ayowumi Ayanwale (Nigéria )
12h00 Almoço
Local: Oficina Escola da FUNC –Av. Beira Mar (em frente ao terminal da integração de ônibus
14h00 Plenária Final – apresentação dos GTs
17h00 Mesa de encerramento
Marcia Rollemberg – Secretaria de Cidadania Cultural
Alexandro Reis- Fundação Cultural Palmares
Desireé Tozi- IPHAN
Silvany Euclênio - SEPPIR
Local: Teatro João do Vale - Rua da Estrela, Largo do Comércio – Praia Grande
18h00 Encontros e convivências
Exibição do filme: ARUGBA (Nigéria/Benin, 2008, DVCAM, cor, 95’, legendas em português)
Direção: Tunde Kelani
Local: Centro de Criatividade Odilo Costa Filho- Rampa do Comércio, 200- Praia Grande | São Luis, Maranhão
20h00 Apresentações artísticas
Local: Praça Nauro Machado
-- Diretoria de Projetos Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolviemnto Social/ Ponto de Mídia Livre. Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua. Belém do Grão-Pará. 66.087-490 91-32267599

Representantes das Religiões de Matriz Africana entregam documento e têm suas reivindicações atendidas pelo governador.




PORTO ALEGRE, 21 DE NOVEMBRO DE 2011.
ANO INTERNACIONAL DO AFRODESCENDENTE
EXCELENTISSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DR. TARSO GENRO
Dignitárias e Dignitários de Comunidades de Povos de Terreiros da cidade de Porto Alegre e de municípios do Estado do Rio Grande do Sul, ao atender o convite de Vossa Excelência para inicio de uma relação mais efetiva e construtiva, no Ano Internacional do Afrodescendente, querem aproveitar, este momento simbólico, para qualificar o diálogo que se expressa através de anseios coletivos.
Nessa nova etapa que se pretende inaugurar, queremos entrar por inteiro e significativamente. Em assim sendo, é imperativo que preconceitos, estereótipos e estigmas estejam debelados por completo para que as relações de elaboração de políticas fluam com denodo, desembaraçadamente.
Importa aqui ressaltar que o Ano Internacional do Afrodescendente, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 18 de dezembro de 2009, tem como objetivo:
O fortalecimento de ações nacionais e regionais, além da cooperação internacional para o benefício das pessoas descendentes de africanos em relação ao total usufruto de seus direitos econômico, cultural, social, civil e político; à sua participação e integração em todos os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais da sociedade e da promoção de mais conhecimento e respeito por seus patrimônios e culturas diversos.
Relevantemente, os Terreiros são espaços de Valores Civilizatórios, locus comunitários de toda uma pedagogia que se dinamiza calcada em pressupostos ancestrálicos amalgamados, onde a Vida é potencializada.
Igualmente e como num complexo, nas Comunidades de Terreiro subjazem conteúdos de natureza filosófica e teológica de visão de mundo que permeia toda uma concepção existencial. A humanidade negra africana enxerga homens e mulheres sob outra dimensão que não ocidental. Como bem assevera Luz (1983, p. 29) “a civilização negra se caracteriza por exprimir uma concepção ‘espiritualista’ do mundo, onde a constituição da individualidade, as relações sociais, as relações com a natureza e o universo estão revestidas de uma dimensão sagrada”.
Ao histórico e secular recobrar o papel dos Povos de Terreiro na sociedade brasileira, incorrem em graves equívocos aqueles que visualizaram ou visualizam hodiernamente as Comunidades de Terreiro como lugares tão somente de práticas religiosas ou onde apenas se desenvolvem rituais.
Em meio ao processo das tentativas de desumanização mediante as sucessivas etapas de desenraizamento e desterritorialização operado pelo tráfico transatlântico, devido ao rigor teórico da Oralidade, os africanos ressignificaram as suas estruturas sociais e metafísicas, adquirindo contornos regionalizados em que, como num verdadeiro paradoxo face à opressão imposta aos escravizados, os ditames da xenofilia como um determinante do quadro axiológico africano sedimentou com povos autóctones efetivos imbricamentos.
Assim se deu com outros universos materiais e simbólicos seja como estratégia de resistência, persistência, demarcação de territorialidade mítica, entre outras intencionalidades em meio à adversidade. Pontua-se que a Umbanda também se edifica sob a lógica da xenofilia mesmo em seu viés evulucionista.
Incorrem em gravissimos equívocos por ignorância, desconhecimento ou má fé todos os que em face das discussões correntes acerca da laicidade do Estado, colocam no mesmo bojo do referido debate, os Povos de Terreiro e suas comunidades, pois não se trata de uma religião nos moldes judaico cristão.
O Estado brasileiro, nos seus âmbitos, seja dos Executivos Municipais, Estaduais, Nacional, bem como no que competem aos poderes Legislativos e ao Judiciário que não relevarem as particularidades civilizatórias da cosmovisão africana, considerando as adequações na diáspora das Américas, em que se situa o Brasil e o Estado do Rio Grande do Sul, indubitavelmente incorre em preconceito, discriminação e, por conseguinte, em racismo.
É preciso respeitar por entender que “uma visão de mundo é uma compreensão que diz respeito a tudo. É uma interpretação desse mundo, de sua realidade global, que procura dar respostas às questões [...] do ser humano, no que diz respeito à sua origem [...]” e dinâmica Existencial (REHBEIN,1985, p. 21).
Reposta nas Comunidades de Terreiro na dispersão pelo Brasil, em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul como um todo, por vez difusa por outra concentradamente interagente, uma concepção de Vida de origem africana operacionaliza-se de forma a denotar que “todas as criaturas existem em profunda interação, como numa correntes de forças. Nada se move neste universo sem influir nas outras forças com o seu movimento. O mundo das forças comporta-se como uma teia de aranha onde não se pode fazer vibrar um só fio sem agitar todas as malhas”. Isto posto fica compreendido que:
Não apenas há uma interdependência entre realidade e religião, religião e razão e razão e causualidade, senão interdependência ou compatibilidade de todas as disciplinas. Uma teoria médica que se oponha a uma conclusão teológica é rejeitada e vice-versa. A exigência de uma compatibilidade mútua de todas as disciplinas, elevada a sistema, é a arma do pensamento. Filosofia, teologia, política, sociologia, direitoagrário, medicina, psicologia, nascimento e morte estão compreendidos num sistema lógico tão compacto, que, ao tirar-se uma parte qualquer, desmorona-se a estrutura total (REHBAIN, 1985, p. 22).
De acordo com Morin (2009, p. 47) “existe em toda sociedade, ao mesmo tempo, um pensamento racional, técnico e prático, e um pensamento mágico, mítico e simbólico”. O autor citado ao referir-se a todas as culturas indistintamente, faz questão de afirmar que na sociedade ocidental também é assim.
Ao descivilizacionar e conotar caráter estritamente religioso ao continuum civilizatório afrodescendente arrolando à dinâmica social de estrutura fortemente maniqueista e/ou dicotomizada, a sociedade e o Estado acabam por direta e indiretamente corroborar com o racismo e seu correlato mais perverso que se traduz pela intolerância religiosa que grassa no país, nos Estados do Sul e, notadamente, no Rio Grande do Sul. Desta forma, busca-se atentar contra fundamentos dessa maneira humano-sagrada ontológica de ver o mundo e com ele se relacionar.
A colonialidade do poder e das relações sociais vigentes, cujas elites dominantes insistem na predominância eurocêntrica em detrimento da matriz civilizatória africana, têm demonstrado forte apego ao ideário colonialista ou neocolonial, em que pese todo discurso político encetado de reconhecimento e valorização da Diversidade, em que se destacam as demandas históricas das Relações Étnico-Raciais compreendidas e dimensionadas civilizatoriamente, sobressaindo-se as questões Quilombolas e dos Povos de Terreiros.
Diante dessa análise, reafirma-se que as ações dos Povos de Terreiro estão para além da ritualística e da culturalização, pois a atuação dos terreiros se manifesta como eixo estratégico para qualquer discussão, definição e encaminhamento de políticas para o Povo Negro.
Tendo como fundamentação o exposto, propõe-se:
Assentamento imediato de uma representação dos Povos de Terreiro no Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico Social – CEDES;
Criação de um Conselho de Politicas Públicas para Povos de Terreiro, vinculado ao Gabinete do Governador, com o objetivo de pensar e construir ações afirmativas e políticas públicas;
Transformação da Coordenadoria de Igualdade Racial em uma Secretaria com estrutura para o desenvolvimento de políticas voltadas para o Povo Negro, sem deixar de incluir os Povos Indígenas.
Assinam:
Carlos Nunes de Souza (Baba Carlos de Sango) / EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ RS
Clovis Alberto Oliveira de Souza ( Baba Clovis di Agandju) / CEUCAB / RS
Jayro Pereira de Jesus (Egbon Ògiyán Kalafò Olorode) / ESTAF
Leonor dos Santos Almeida (Iya Norinha de Osalá) / CEDRAB RS
Marcelo D. de Souza (Baba Marcelo D’Ogun)/MEMORIAL 13 DE AGOSTO
Rafael Duda (Baba Rafael de Bará) / GT de Matriz Africana da CMPA
Sandrali de Campos Bueno ( Iyá Sandrali d’ Osún ) / RENAFRO – PELOTAS
Valmir Ferreira Martins (Baba Diba de Iyemonjá) / RENAFRO-SAUDE/RS
Vera Soares (Iyá Vera Soares di Oiya Laja) / FORMA / RS

Referências
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Tradução de: Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
DUSSEL, Enrique. Ética da Libertação: Na idade da globalização e da exclusão. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
LUZ, Marco Aurélio. Agadá: Dinâmica da Civilização Africano-Brasileira. Salvador: EDUFBA, 2003.
LUZ, Marco Aurélio. Cultura Negra e Ideologia de Recalque. Rio de Janeiro: Achiamé, 1983.
MORIN, Edgar. Cultura e Barbárie Europeias. Tradução Danoela Cerdeira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
REHBEIN, Frankiska C. Candomblé e Salvação: A Salvação na Religião Nagô à Luz da Teologia Cristã. São Paulo: Loyola, 1985.
SODRÉ, Muniz. A verdade seduzida: por um conceito de cultura no Brasil. Rio de Janeiro, Codecri, 1983.
SODRÉ, Muniz. Claoro e escuros: identidade, povo e mídia no Brasil. 2.ed. Petrópolis, RJ: 1999.
SODRÉ, Muniz. O Terreiro e a Cidade: A forma Social Negro-Brasileira. Petrópolis, RJ: Vozes, 1988.
SOUZA SANTOS, Boaventura de; MENESES, Maria Paula. (Orgs). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.

Visite Rede Afrobrasileira Sociocultural em: http://redeafrobrasileira.com.br/?xg_source=msg_mes_network

Plenária Livre de Comunidades de Terreiros de Belém para a II CONEPPIR-PA

ate: Wed, 23 Nov 2011 10:58:12 -0300
Subject: Propostas para a área da Cultura - Conferências Livres de Comunidades de Terreiros do Pará em 2009,
To: religioes_afro_belem@grupos.com.br; culturasparaenses@grupos.com.br; culturaspopularesBR@yahoogrupos.com.br; corocoletivo@yahoogrupos.com.br; circuito-pa@googlegroups.com

fonte: http://institutonangetu.blogspot.com/2011/11/propostas-para-area-da-cultura.html

Propostas para a área da Cultura elaboradas na Plenária Livre de Comunidades de Terreiros de Belém para a II CONEPPIR-PA.

Fonte: http://institutonangetu.blogspot.com/2009/05/mansu-nangetu-realiza-planaria-livre.html

Educação e cultura
Para a SECULT: Defender e valorizar o patrimônio cultural material e imaterial;

Incentivar a publicação de literatura com a temática afro-amazônica e fomentar publicações de temáticas afro-religiosas;

Incentivar a produção de literatura, em especial a infanto-juvenil, com a temática afro-amazônica.

Criar Edital específico para a publicação de literatura afro-religiosa amazônica;

Criar programa de capacitação de escritores para as Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros

Criar programa de incentivo a leitura em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros.
Realizar o levantamento das manifestações culturais afro-brasileiras e afro-religiosas existentes no Estado do Pará

Catalogar as manifestações da cultura e religiosidade de origem e influência africana no Estado do Pará;

Publicar os resultados da pesquisa em livro(s) e em publicações eletrônicas, inclusive na internet.

Criar programa de capacitação de gravação de produções musicais das Comunidades Tradicionais de Terreiros, incentivar e instalar estúdios experimentais de gravação de áudio em terreiros.

Construção, instalação e funcionamento de Centros de referência das culturas afro-amazônicas em todas as micro-regiões do Estado do Pará.

Criar instituições culturais com a temática afro-amazônica para abrigar e difundir o conhecimento tradicional e a produção cultural afro-amazônica;

Difundir a cultura afro-amazônica através do incentivo á publicação de livros, Cds, DVDs e outras mídias e da distribuição do material produzido. E da criação de veículo de difusão de informação e da produção cultural das comunidades Tradicionais de Terreiros.

Para a SEDUC: Realizar capacitação continuada de professores das escolas públicas próximas de Casas de Culto de Comunidades Tradicionais de Terreiros considerando as práticas religiosas e culturais do entorno de cada escola

Criar programa que promova a aproximação do corpo docente, discente e técnico das escolas localizadas na vizinhança dos terreiros e as que atendem os filhos das populações de Comunidades Tradicionais de Terreiros com as práticas afro-religiosas existentes no seu entorno.

Contribuir com a implantação da Lei 10.639 e Capacitar professores das escolas próximas a Comunidades Tradicionais de Terreiros para a valoração positiva da história e da cultura afro-amazônica e afro-brasileira.

Criar o "Prêmio Amazônia Negra de educação" Para premiar iniciativas e experiências inovadoras de professores da rede estadual de ensino que valorizem positivamente a história e a cultura afro-amazônica e em especial a cultura religiosa existente no Estado do Pará.

Estimular professores da rede estadual de ensino a valorizar a história, a cultura e a participação das populações negras para a construção do Estado do Pará.

Criar um setor específico para a temática afro-amazônica nas bibliotecas escolares; distribuir a produção literária afro-amazônica para as bibliotecas das escolas da rede estadual de ensino básico

Para a UEPA: Criar banco de dados de professores com produção científica compatível com as necessidades da ação; Estabelecer parcerias com outras instituições de ensino e com demais profissionais cuja produção científica seja de interesse da ação;

Criar e implantar programa de extensão de capacitação de professores de escolas de Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros. Buscar parceiras com outras instituições de ensino superior e;

Criar programa de pós-graduação interdisciplinar que aprofunde o conhecimento sobre a população de Comunidades Tradicionais de Terreiro no Pará e na Amazônia.

Para a FAPESPA: Incentivo a pesquisa e produção cientifica com a temática afro-amazônica no Pará.
1. Estimular a produção de conhecimento sobre a história e a cultura afro-brasileira no Estado do Pará, em especial sobre as especificidades das manifestações religiosas afro-amazônicas;
2. Fomentar pesquisas científicas com a temática afro-brasileira e afro-religiosa;
3. Contribuir com a valoração positiva da história e da cultura afro-amazônica;
4. Criar, incentivar e disponibilizar para a SEDUC e secretarias municipais de educação, um banco de dados da religiosidade afro-amazônica existentes no Pará.
5. Incentivar a publicação e o uso em escolas de material didático que valorize a participação da população negra na construção da história e da cultura, inclusive a cultura religiosa regional.
6. Criar programa de bolsas específico para incentivar pesquisas em todos os níveis de ensino com a temática afro-religiosa no Estado do Pará. (importante que esse programa não se restrinja aos professores universitários. Que tenha a possibilidade de financiar pesquisa de professores das redes municipais e estadual de ensino básico; e de profissionais qualificados sem vínculos com instituições de ensino) [para a SEDUC: Incentivar os professores da rede estadual de ensino a participar como pesquisadores do programa de pesquisa da FAPESPA; Produzir e distribuir material didático sobre a história, a cultura e a participação social das populações negras na construção do Estado do Pará e da Amazônia].

Comunicação Social.
Para a SEDECT: Instalação de Infocentros (projeto Navega Pará) em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros

Priorizar (ou outro verbo mais apropriado) a instalação de infocentros em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros.

Prover gratuitamente acesso à Internet e a tecnologias digitais para a população de Comunidades Tradicionais de Terreiros (ou a prioridade de implantação do programa cidade digital nas proximidades de terreiros);
Capacitar a população Comunidades Tradicionais de Terreiros para o uso de tecnologias digitais;
Incentivar a população de Comunidades Tradicionais de Terreiros para a produção de sites, de blogs, de conteúdos em áudio, audiovisual e em outras tecnologias digitais;
Para a SECOM: Estimular a criação de, e a participação em, veículos de comunicação da dita grande mídia; e a produção de textos e impressos, de programas de rádio e de televisão, inclusive rádio-web e tv-web.

Criar programa de capacitação em comunicação popular para as populações de Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros;
Prover os equipamentos necessários para a instalação de rádios comunitárias em terreiros..

Incentivar a produção e difusão musical nas comunidades Tradicionais de Terreiros através da criação de implantação de rádios comunitárias em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros.
Criar mecanismos de combate ao racismo e à intolerância às práticas afro-religiosas em veículos de comunicação comerciais no Estado do Pará.

Para a SECULT: Criar programa de capacitação em artes digitais, específico para as populações de Comunidades Tradicionais de Terreiros,

Para a FUNTELPA: Combate ao racismo e a intolerância religiosa através de Campanha publicitária televisiva

Criar e manter em sua programação programas televisivos e radiofônicos produzidos e apresentados por membros de Comunidades Tradicionais de Terreiros.

Valorizar positivamente a imagem das populações das Comunidades Tradicionais de Terreiros incluindo essa temática nas pautas dos programas da TV e das emissoras de rádio da FUNTELPA.

Para a SEJUDH: Criar campanha publicitária educativa de combate ao preconceito racial e à intolerância religiosa; de valorização positiva da imagem do negro no Estado do Pará; de valorização da cultura e da religiosidade afro-amazônica no Pará;.

Para todas as secretarias de governo: Distribuir o material produzido para veiculação em escolas e demais instituições públicas estaduais (cartazes em quadros de aviso, áudios nas rádios públicas e/ou em emissoras educativas, vídeos na rede da TV Cultura e em eventos da escola e/ou cerimônias públicas de instituições estaduais).

Propostas sistematizadas por Táta Kinamboji/ Mansu Nangetu.

fonte: http://institutonangetu.blogspot.com/2009/05/plenaria-livre-afro-reliosa-para.html

Plenária Livre Afro-reliosa para a Igualdade Racial.


O Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa, em parceria com o INTECAB-PA, ACAOÃ e Rundembo de Bamburucema, vem por esta convidá-lo a participar da Plenária Livre Afro-religiosa da Zona Metropolitana de Belém.

Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Marco da Légua/ Belém do Pará. Tel: 32267599
horário: das 13 as 19hh

A Plenária afro-religiosa tem por objetivos discutir políticas públicas e apresentar propostas para:

1. a sobrevivência das práticas Afro-religiosas, e
2. para o combate à intolerância religiosa e ao preconceito e discriminação contra as religiões afro-amazônidas e afro-brasileiras.

Metodologia:
Toda a plenária se organiza em rodas de conversas onde a participação de todos se faz importante para a contextualização das práticas afro-religiosas no universo dos participantes da plenária; ou seja: partindo de exemplos de fatos vividos pelos participantes que se r elacionam com os eixos temáticas: a) Eduacação e Cultura; b) Saúde; c) Terra, moradia e direito a construir locais de culto; d) Sustentabilidade, emprego e geração de renda; e) Segurança Pública com garantia de respeito à cidadania e aos direitos humanos; e f) Insersão respeitosa de temas e eventos afro-religiosos nos grandes meios de Comunicação e o direito ao exercício da Comunicação Social e Comunitária; elabora-se propostas de políticas para serem adotadas pelo Estado do Pará e pelo Brasil, visando a melhoria das condições de vida e a valorização positiva dos praticantes da diversidade religiosa afro-amazônica. Cada tema tem um responsável por sistematizar as discussões e propostas apresentadas. O conjunto das propostas será encaminhado para a CEPPIR como propostas de comunidades tradicionais de terreiros para a CONEPPIR.

Programação.
13h - acolhimento e recepção dos convidados;
14h - ato religioso e apresentação dos objetivos e metodologias da plenária.
14:30 - formação das rodas de conversas por eixos temáticos;
18h - leitura, discussão e aprovação das propostas sistematizadas;
19h - encerramento com ato religioso e programação cultural

Contamos com sua presença e participação, pois é assim que vamos fazer os governantes nos ouvirem.


Belém, 5 de maio de 2009.

Mam'etu Nangetu Uá Nzambi.
Presidente do Instituto Nangetu

Fonte: http://institutonangetu.blogspot.com/2011/11/documentos-da-conferencia-livre-de.html

Documentos da Conferência Livre de Cultura realizada em Belém.

Sistematização da Conferência Livre de Cultura realizada em Belém/ 2009.


I - FICHA DE QUALIFICAÇÃO DO EVENTO:
1. DATA 13 DE OUTUBRO DE 2009
2. UF: PA
3. MUNICÍPIO: BELÉM
4. LOCAL DE REALIZAÇÃO (com endereço completo):
CASA DA LINGUAGEM, AV. NAZARÉ Nº 31 – Nazaré, Belém do Pará
5. INFORMAR AS ORGANIZAÇÕES PARTICIPANTES:
ACAOA, INSTITUTO NANGETU, CNAB, KONSENZALA DE KAFUNGE
6. INFORMAR O NÚMERO DE PESSOAS PARTICIPANTES: 19

II - FICHA DE QUALIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELO EVENTO:
1. NOME COMPLETO: Arthur Leandro
2. ORGANIZAÇÃO/ÓRGÃO: Instituto Nangetu
3. E-MAIL: etetuba@gmail.com
4. TELEFONE (COM DDD): 091- 30872755 ou 92080679



III – INTRODUÇÃO:
(Descrever de forma sucinta como foi a preparação e realização da conferência livre, qualificando e quantificando o público participante)
A Conferencia Livre de Cultura do segmento afro-religioso foi convocada por 3 entidades representativas de Comunidades Tradicionais de Terreiros e do Movimento Negro: Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã – ACAOÃ e Congresso Nacional Afro-Brasileiro – CNAB/PA. Toda a divulgação aconteceu em redes e plataformas de internet, através do projeto AZUELAR, do Instituto Nangetu, principalmente através da Comunidade Afro-religiosa na plataforma ning:http://afropara.ning.com/events/conferencia-livre-de-cultura e da circulação na plataforma do orkut do fly virtual criado por Alex Leovan. Compareceram 19 interessados em discutir os temas propostos. A Conferência foi aberta com uma saudação religiosa seguida do pronunciamento das entidades e autoridades presentes: representante da ACAOA, do Instituto Nangetu, da Konsenzala de Kafunge, do Conselho Municipal de Negras e de Negros de Belém, da Fundação Curro Velho representando a SECULT, da CEPPIR representando a SEJUDH, e da Regional Norte do MinC.

IV – DESENVOLVIMENTO:
(Descrever o processo de organização e realização da conferência livre destacando os aspectos positivos e dificuldades enfrentados neste processo- até 2 laudas)
Antônio Amaral, o Babá Kitalamy, iniciou a programação explicando o que são e para o que servem as conferências, passando em seguida ao representante da Regional Norte do MinC, Sr. Alberdan Batista, que apresentou o histórico de Conferências anteriores e fez uma análise dos avanços alcançados. Avaliou-se também a atuação do Fórumj Permanente das Culturas Paraenses - FPCP, e concordou-se que quando das reuniões presenciais a discussão permanecia madura e as culturas permaneciam fortalecidas. Chegou-se à conclusão de que é necessário cobrar do Município de Belém e do estado do Pará a sistematização das propostas da primeira conferência, e a conclusão dos planos municipal e estadual de cultura, documento necessário para o acompanhamento e para a verificação da execução da política cultural. Em seguida iniciou-se a discussão das propostas, tomando como base as diretrizes elaboradas em plenária afro-religiosa preparatória para a II Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, sendo aprovado o conjunto de propostas e escolhido uma comissão de sistematização e encaminhamentos, com a função de selecionar apenas as propostas de interesse da Conferência de Cultura, adequar ao modelo de relatório das Conferências Livres de Cultura e encaminhar aos órgãos e autoridades competentes. A Comissão é composta por: Luís Cunha - Babá Tayando, Arthur Leandro - Táta Kinamboji, Gianno Quintas - Táta Kasuleká, Mametu Kátia Hadad, Daniela Cordovil e Welington Carvalho.
V- QUADRO SÍNTESE DAS PROPOSIÇÕES:
Nº
Estratégias
Eixo Relacionado
1
Implantar Grupo de Trabalho de levantamento e certificação das Casas de Culto de religiões Afro-amazônicas; e intervir para o reconhecimento das Casas de Culto de religiões Afro-amazônicas como entidades de utilidade pública; assim como dinamizar o reconhecimento das Casas de Culto de religiões Afro-amazônicas como locais de culto religioso pelas prefeituras municipais, e de seus cultos como Patrimônio Imaterial.
Cultura, cidade e cidadania
2
Incentivar o comércio e as atividades agro-pastoris importantes para a manutenção dos rituais religiosos afro-amazônicos: a pecuária tradicional, a criação de animais de pequeno porte, como caprinos, ovinos, suínos e de aves sagradas, utilizados nas liturgias afro-brasileiras, como alternativa de emprego e renda para os afro-religiosos e a comunidade do seu entorno.
Cultura e economia criativa
3
Criar, e também incentivar as prefeituras municipais a criar, parques ambientais que preservem os igarapés e as matas urbanas utilizadas tradicionalmente como local de culto afro-religioso, onde seja garantido o livre acesso dos membros de comunidades tradicionais de terreiros, quando em atividade litúrgicas. Utilizar árvores sagradas na arborização de vias e em bosques de praças públicas.
Cultura, cidade e cidadania
4
Criar programa específico para a população de comunidades tradicionais de terreiros para: capacitação de pessoal e formação de cooperativas para fomento à produção e comercialização de cosméticos, perfumaria e velas produzidos com plantas medicinais e/ou de valor litúrgico; manufatura têxtil; estamparia e moda; bijuterias e acessórios; estatuária; artesania afro-religiosa e outras atividades de interesse.
Cultura e economia criativa.
5
Defender e valorizar o patrimônio cultural material e imaterial através do incentivo a publicação de literatura com a temática afro-amazônica, em especial a infanto-juvenil, por meio de editais específicos de incentivo. Criar programa de formação de escritores e de incentivo a leitura para as Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros.
Produção simbólica e diversidade cultural
6
Criar programa de capacitação para a gravação de produções musicais das Comunidades Tradicionais de Terreiros, incentivar e instalar estúdios experimentais de gravação de áudio em terreiros.
Produção simbólica e diversidade cultural
7
Construção, instalação e funcionamento de Centros de referência das culturas afro-amazônicas nos distritos administrativos de Belém e nas microrregiões do estado do Pará, com departamentos específicos para a temática da religiosidade afro-amazônica, para abrigar e difundir o conhecimento tradicional e a produção cultural das comunidades tradicionais de terreiros;
Produção simbólica e diversidade cultural
8
Instalar infocentros em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros para prover gratuitamente acesso à Internet e a tecnologias digitais para a população de Comunidades Tradicionais de Terreiros (ou a prioridade de implantação do programa cidade digital nas proximidades de terreiros); Capacitar a população Comunidades Tradicionais de Terreiros para o uso de tecnologias digitais; Incentivar a população de Comunidades Tradicionais de Terreiros para a produção de sites, de blogs, de conteúdos em áudio, audiovisual e em outras tecnologias digitais;
Produção simbólica e diversidade cultural
9
Estimular a criação de, e a participação em, veículos de comunicação da dita grande mídia; e a produção de textos e impressos, de programas de rádio e de televisão, inclusive rádio-web e tv-web. Criar programa de capacitação em comunicação popular para as populações de Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros; Incentivar a produção e difusão musical nas comunidades Tradicionais de Terreiros através da criação de implantação de rádios comunitárias em Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros. Criar e manter em sua programação programas televisivos e radiofônicos produzidos e apresentados por membros de Comunidades Tradicionais de Terreiros.
Produção simbólica e diversidade cultural
10
Realizar capacitação continuada de professores das escolas públicas próximas de Casas de Culto de Comunidades Tradicionais de Terreiros considerando as práticas religiosas e culturais do entorno de cada escola. E criar programa que promova a aproximação do corpo docente, discente e técnico das escolas localizadas na vizinhança dos terreiros e as que atendem os filhos das populações de Comunidades Tradicionais de Terreiros com as práticas afro-religiosas existentes no seu entorno








Conferência Livre de Cultura - Afro-religiosos





































Conferência Livre de Cultura - Afro-religiosos
13 outubro 2009 das 15:00 as 19:00 – na Casa da Linguagem
O CNAB, ACAOÃ E O INSTITUO NANGETU, Tem a honra de convidar tod@s @s Afros Religiosos, para participarem da Data: 13 de Outubro de 2009... Organizado por Instituto Nangetu + ACAOÃ + CNAB
Eixos de discussão
1- produção simbólica e diversidade cultural;
2- Cultura, cidade e cidadania;
3- Cultura e desenvolvimento sustentável;
4- Cultura e economia criativa; e
5- Gestão e institucionalidade da cultura.

SUA PARTICIPAÇÃO É FUNDAMENTAL

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Diretoria de Projetos
Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolviemnto Social/ Ponto de Mídia Livre.

Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua.
Belém do Grão-Pará.
66.087-490
91-32267599